Notícias



Clique para assistir o vídeo!

MAT trabalha no Reino Unido na elaboração dos instrumentos de ordenamento do território.

Governo 01-04-2026
EMBAIXADOR JOSÉ PATRÍCIO MODERA DEBATE SOBRE ADMISSÃO DE ANGOLA NA ONU

NOTA INFORMATIVA
O Embaixador de Angola no Reino Unido e Irlanda, José Patrício, interveio como moderador no debate sobre a admissão de Angola nas Nações Unidas, na conferência sobre os 50 anos do país nas Organizações Internacionais, aberta hoje em Luanda.

Com a participação da Embaixadora Isabel Godinho e do director do Centro de Estudos Estratégicos da Escola Superior de Guerra, Almeida Henriques, José Patrício lançou o debate recordando que Angola foi admitida como 146º membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas a 1 de Dezembro de 1976, através da Resolução 397/76, pouco mais de um ano após a Independência a 11 de Novembro de 1975, com 116 votos a favor e uma abstenção (dos EUA).

Nesta trajectória, o diplomata frisou que “se reconhece
o desafio significante do triunfo com assinalável apoio diplomático, embora tenha tido o veto inicial dos Estados Unidos da América.Entre as figuras marcantes desta caminhada, destaca-se o primeiro representante: José Eduardo dos Santos, então primeiro vice-primeiro-ministro, que discursou na Assembleia Geral após a admissão”.

O Embaixador José Patrício assinalou que como membro não-permanente do Conselho de Segurança, por duas vezes (2003-2004 e 2015-2016), Angola presidiu este órgão da ONU em Março de 2016. Desde então, a República de Angola tem sido um parceiro activo da organização, focando-se na cooperação multilateral, erradicação da pobreza e no desenvolvimento.

Acrescentou que actualmente o Presidente João Lourenço tem reiterado a defesa de maior representação africana no Conselho de Segurança da ONU, argumentando que a maioria dos temas debatidos envolve o continente berço da Humanidade. O discurso orientador da mais alta magistratura do país serve de bússola numa altura em que a “diplomacia da força está a substituir a força da diplomacia”.

A conferência sobre os 50 anos de Angola nas Organizações Internacionais, uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores, aberta hoje e que se estenderá até esta quinta-feira, congrega diplomatas angolanos, membros do Executivo, deputados à Assembleia Nacional, membros do corpo diplomático acreditado em Angola e académicos.

Fonte: Sector de Imprensa
Governo 31-03-2026
Luanda acolhe Conferência Internacional alusiva aos 24 anos da Paz e Reconciliação Nacional

A província de Luanda vai acolher no próximo dia 2 de Abril, numa das unidades hoteleiras da capital do país, uma Conferência Internacional alusiva aos 24 anos da Paz e da Reconciliação Nacional.

A iniciativa promovida pela Casa Militar do Presidente da República (CPMR) assinala-se sob o lema: Pelo Desenvolvimento Económico e Bem-Estar dos Angolanos, Juntos de Mãos Dadas.

O evento pretende evidenciar o percurso do país desde o término do conflito armado até à consolidação de uma paz duradoura, posicionando esta experiência como um factor relevante para o reforço dos pilares estruturantes da Segurança Nacional, nos termos da Lei n.º 15/24, quanto à estabilidade política, coesão social e autoridade do Estado.

A abordagem dos temas vai ser assegurada por um conjunto de individualidades de reconhecido prestígio internacional no domínio da defesa, segurança e análise estratégica, cuja experiência governativa, académica e operacional confere à actividade um elevado nível de credibilidade e profundidade analítica.

O documento refere, igualmente, que a Conferência Internacional em Alusão ao XXIV Aniversário da Paz e da Reconciliação Nacional busca primordialmente afirmar Angola, de forma inequívoca, como um Estado estrategicamente alinhado com as dinâmicas contemporâneas da segurança internacional, valorizando a trajectória histórica de pacificação como um activo estruturante da projecção regional e internacional, mas também assinalar como a paz foi alcançada definitivamente.

Além disso, a actividade destacará que num contexto internacional marcado pela crescente complexidade dos fenómenos de segurança, intensificação de conflitos de natureza híbrida e reconfiguração do equilíbrio geopolítico global, o país não apenas superou um conflito armado prolongado, como soube, de forma consistente, preservar e consolidar a paz ao longo de mais de duas décadas.

Entre os prelectores estarão o antigo ministro da Defesa Nacional de Portugal, José Azeredo Lopes, que esteve no Governo entre 2015 e 2018, é jurista, bem como um académico português com um trajecto consolidado nas áreas do Direito, da Defesa e das Relações Internacionais e o Major-general reformado português, Agostinho Costa que possui uma reconhecida intervenção pública e analítica em matérias de estratégia militar, operações e conflitos contemporâneos.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 29-03-2026
PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO CONCLUI MANDATO NA OEACP

DISCURSO RELEMBRA FEITOS, TRANSFERE LIDERANÇA E MANIFESTA PREOCUPAÇÃO COM AMEAÇA À PAZ MUNDIAL

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, finalizou formalmente este sábado, 28 de Março de 2026, o seu mandato à frente da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico, passando a presidência rotativa para o Presidente da República da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.

Malabo, a capital equato guineense, testemunhou ao fim da manhã de hoje o momento da transição na liderança, num acto marcado por discursos de várias personalidades relevantes da política global, como o líder timorense José Ramos Horta e o Secretário Geral da ONU, António Guterres, alguns feitos presencialmente, outros por meio de vídeos à distância.

DISCURSO DO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, proferiu em Malabo um discurso a marcar o fim do seu mandato à frente da OEACP, ocasião que aproveitou para alertar para os perigos que a Humanidade hoje enfrenta, porque “o mundo se transformou numa selva onde qualquer superpotência evoca um direito inexistente à luz do Direito Internacional, o do ataque preventivo, suportado apenas na presunção de que alguém se está a preparar para me atacar e destruir”.

O discurso em versão integral:

Sua Excelência Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, Presidente da República da Guiné Equatorial,

- Suas Excelências Chefes de Estado e de Governo,

- Suas Excelências Senhores Ministros,

- Sua Excelência Senhor Secretário-Geral da OEACP,

- Excelentíssimos Senhores Membros do Comité dos Embaixadores,

- Distintos Delegados,

- Minhas Senhoras, Meus Senhores,

Permitam-me que saúde Vossas Excelências nesta bela cidade de Malabo, palco da 11.ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico, que se debruçará sobre a nossa ambição colectiva de trabalharmos juntos em prol de uma OEACP renovada, inserida num mundo em permanente mutação.

Gostaria de expressar, em nome da delegação que me acompanha e no meu próprio, os nossos agradecimentos à República da Guiné Equatorial pela hospitalidade fraterna e pela organização exemplar desta Cimeira, que assinala um momento de renovação e reafirmação estratégica da nossa Organização.

Excelências,

A nossa Organização atravessou um dos períodos mais desafiantes da sua existência, numa altura em que, diante de um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, crises económicas, alterações climáticas e conflitos regionais, fomos chamados a demonstrar responsabilidade, coesão e visão estratégica para buscar soluções para as múltiplas dificuldades internas que ameaçavam o bom desempenho da OEACP.

No ano de 2022, durante a 10.ª Cimeira de Luanda, quando a República de Angola assumiu a Presidência rotativa da OEACP, enfrentávamos uma situação em que lidávamos ainda com as consequências da COVID-19, que afectaram seriamente a vida interna de cada um dos nossos países, a economia global, a mobilidade internacional, bem como fragilizaram os sistemas institucionais e impuseram severas restrições às capacidades financeiras dos Estados-membros e da própria Organização.

Era um contexto excepcional, que dificultou a plena execução das prioridades definidas, mas que, apesar disso, não comprometeu a nossa determinação, o sentido do dever e o espírito de diálogo com os quais a República de Angola exerceu a sua presidência, tendo sempre em mente a preocupação com as reformas institucionais, bem como com a preservação da coesão interna e com a sustentabilidade financeira da Organização.

No exercício do nosso mandato, conseguimos renovar e aprofundar a parceria estratégica da OEACP com a União Europeia, o que se materializou com a assinatura do Acordo de Samoa, que entrou rapidamente em vigor e possibilitou a realização, em Luanda, da primeira Assembleia Parlamentar Paritária entre as duas organizações.
Esse grande passo contribuiu, de forma bastante notável, para a evolução das nossas relações, assentes no respeito mútuo, na responsabilidade comum e numa ambição estratégica convergente.

Foi possível igualmente redefinir o modelo de cooperação bilateral, no sentido de torná-lo mais capaz de produzir resultados concretos e mensuráveis para os nossos cidadãos, num contexto em que realçamos como prioridade a aposta na juventude.

Compreendemos que o envolvimento da juventude vai assegurar a transformação sustentável das nossas economias e responder de forma equilibrada aos desafios climáticos e energéticos que o mundo enfrenta, principalmente nos dias de hoje, face aos graves acontecimentos que assolam o nosso planeta.

Decidimos abandonar o modelo de parceria assistencial do passado e estabelecemos as bases para uma parceria estratégica entre regiões que partilham responsabilidades globais e objectivos comuns, de modo a dar consistência ao princípio fundamental de um multilateralismo mais equilibrado e dinâmico, pelo qual o mundo se deve reger para se prevenirem os conflitos que grassam um pouco por toda a parte.

Estamos, por isso, diante de uma nova etapa na cooperação com a União Europeia, cientes de que esta boa fase exige a implementação rigorosa das nossas decisões e o seu acompanhamento permanente, para que os compromissos assumidos se traduzam em benefícios para todos os nossos países e povos.

Excelências,

No decurso do mandato que hoje finda e no âmbito das reformas que foram sendo implementadas, foi possível promover a institucionalização da Troika e torná-la efectiva, por forma a que se pudesse assegurar a participação política ao mais alto nível na reflexão e tomadas de decisão a respeito dos temas de interesse mais sensíveis da nossa Organização.

Gostaria de recordar que foi nesse âmbito que abordámos o problema do Haiti e tomámos uma posição comum sobre a grave crise constitucional que prevalece nesse país-irmão, plasmada na Declaração sobre a Situação Política e de Segurança no Haiti, no âmbito da qual reconhecemos e elogiamos os contributos concretos de vários Estados-membros da OEACP para a Missão Multinacional de Apoio à Segurança, incluindo os esforços de liderança e fornecimento de pessoal e recursos.

Trata-se aqui da manifestação da nossa solidariedade expressa em actos concretos, mas, apesar disso, não posso deixar de apelar a um envolvimento contínuo do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral das Nações Unidas, bem como a um apoio internacional mais alargado, para que se consiga garantir uma maior eficácia e sustentabilidade da missão.

A Troika revelou-se um órgão ágil, prático e funcional, tendo, por isso, ficado demonstrada a pertinência da sua institucionalização, que se vem revelando cada vez mais útil, como tivemos a oportunidade de constatar na Cimeira Conjunta que mantivemos entre este órgão e os Chefes de Estado Membros do Bureau.

Nessa Cimeira, reconhecendo a necessidade de se diversificarem as fontes de financiamento e reduzir a vulnerabilidade financeira estrutural, foi instituída a função de Campeão da OEACP para a Mobilização de Recursos Financeiros, assumida actualmente por Sua Majestade o Rei Mswati III do Reino do Eswatini, a quem expresso o meu grande apreço por ter aceitado liderar esta tão importante missão.

Excelências,

Creio que nos podemos regozijar com o facto de ter sido possível darmos passos firmes e decisivos no sentido da modernização da estrutura institucional da nossa Organização, adoptando medidas que garantem o funcionamento regular e estável do Secretariado da OEACP, neste momento liderado pelo Senhor Moussa Saleh Batraki, o novo Secretário-Geral eleito num processo democrático transparente, sob cuja gestão foi possível reforçar a disciplina financeira, a governação e a prestação de contas, tendo sido dado início também a uma mudança estratégica no sentido de se obterem fontes de financiamento mais diversificadas e sustentáveis.

Permitam-me que o felicite, manifestando ao mesmo tempo a nossa confiança de que exercerá as suas funções com zelo, dedicação e eficiência, de modo que a OEACP supere as suas principais dificuldades e realize os seus grandes objectivos, sem grandes constrangimentos.

No contexto actual deste mundo convulsivo em que vivemos, carregado de incertezas quanto ao futuro, só a unidade, a acção coordenada e corajosa dos nossos países e dos povos do planeta, de uma maneira geral, se constituirão na força motriz para o mundo voltar às relações de cooperação com benefícios recíprocos, à defesa dos interesses colectivos de segurança, ao funcionamento regular da economia global, à protecção do Ambiente, à paz, à estabilidade e ao respeito e rigorosa observância das normas do Direito Internacional.

Nós, os povos de África, das Caraíbas e do Pacífico, por termos vivido durante séculos uma amarga experiência, sabemos que as mesmas motivações que estiveram na base do colonialismo, o do controlo e pilhagem de nossas riquezas, persiste infelizmente nos dias de hoje em pleno século XXI.

Hoje com os mais diferentes argumentos, mas com os mesmos objectivos, os do controlo das principais fontes energéticas do planeta, do petróleo, do gás e dos minerais críticos e estratégicos, fazem-se intervenções militares em qualquer ponto do planeta.

O mundo transformou-se numa selva, onde qualquer superpotência evoca um direito inexistente à luz do Direito Internacional, o do ataque preventivo, suportado apenas na presunção de que alguém se está a preparar para me atacar e destruir. Foi assim no Iraque, onde nada se provou, e agora no Irão.

O mundo não suporta por muito mais tempo o agravar das crises de segurança, humanitária, energética, alimentar e climática, todas elas causadas pela acção irresponsável do Homem.

A navegação marítima, o transporte aéreo internacional, o turismo, o comércio internacional, a cadeia logística de peças, componentes e matérias-primas essenciais ao funcionamento das indústrias, estão todos à beira do colapso. A economia mundial corre o sério risco de entrar em profunda recessão.

Quem vai assumir a responsabilidade final desta hecatombe, que não é mais uma previsão, já é uma triste realidade?

Todos somos chamados a fazer alguma coisa para mudar o actual estado das coisas, começando por exigir o fim das guerras em África, na Europa e no Médio Oriente.
Somos uma Organização constituída por 79 nações deste planeta e devemos, por isso, zelar para termos voz activa e um papel actuante na abordagem das grandes questões globais, para que os nossos pontos de vista sejam tidos em linha de conta na busca das soluções para os graves problemas que afectam de forma cada vez mais ameaçadora a segurança e a paz mundial.

Excelências,

No quadro do tema a que esta Cimeira se subordina, “Uma OEACP transformada e renovada num mundo em mutação”, assume a condução dos nossos destinos a partir de hoje Sua Excelência Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, Presidente da República da Guiné Equatorial, a quem passo a presidência rotativa da nossa Organização, seguro de que a deixo em boas mãos e com a convicção de que, sob a Sua liderança, esta Instituição continuará a desempenhar com dinamismo o seu papel relevante na identificação e solução dos grandes problemas com que os nossos países se debatem.

Considero que o tema desta Cimeira nos coloca diante de um grande desafio, por constituir um apelo claro à acção positiva e transformadora, tendo em vista a modernização das estruturas, a inovação dos métodos de trabalho e o reforço da nossa influência política, dentro de um quadro em que devemos assumir o compromisso colectivo de aprofundar a solidariedade entre África, Caraíbas e o Pacífico e projectar uma visão comum de desenvolvimento sustentável, prosperidade partilhada e dignidade para os nossos povos.

Excelências,

Ao chegar ao fim de três anos de trabalho, apoiado pela grande equipa que integra o Secretariado da OEACP, quero deixar uma palavra de apreço a este conjunto de pessoas que não pouparam esforços para colocar ao serviço da nossa Organização o seu dinamismo, empenho e profissionalismo, para que conseguíssemos chegar até aqui com o respeitável legado que transmito ao meu sucessor.

Muito obrigado pelo vosso apoio e faço votos de que continuem a desempenhar com a mesma eficácia e dedicação o vosso trabalho nesta nossa importante Organização.

Muito obrigado pela vossa atenção!

Fonte: CIPRA

reinounido.mirex.gov.ao Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola Acreditado no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte

José Gonçalves Martins Patrício



Eventos


NOV
11

angola 50 anos de independência

11/11/2024 - 01/12/2025

Canais de Atendimento


Parceiros