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Governo 13-01-2026
INFRA-ESTRUTURA EM CONSTRUÇÃO

Refinaria do Lobito representa investimento de elevado valor estratégico para Angola

A Refinaria do Lobito, ainda em construção, representa um investimento de dimensão histórica e um projecto estruturante de elevado valor estratégico para Angola e para o continente africano, afirmou o governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior.

A declaração foi feita nesta terça-feira, 13 de Janeiro, em Benguela, durante a visita de constatação do grau de execução das obras da Refinaria do Lobito, realizada pelo Presidente da República, João Lourenço.

Na ocasião, Manuel Nunes Júnior sustentou que a iniciativa materializa a visão do Presidente da República e a sua aposta firme na industrialização, diversificação da economia e soberania energética do país.

Manuel Nunes Júnior considerou que a refinaria é a expressão concreta de uma política clara e corajosa do Executivo, cuja conclusão colocará Angola num novo patamar de autonomia energética, reduzindo de forma decisiva a dependência externa de combustíveis e criando bases sólidas para um crescimento económico mais sustentável, inclusivo e duradouro.

Segundo o responsável, para Benguela e, em particular, para a cidade do Lobito, a refinaria representa uma transformação estrutural profunda, com impactos directos na criação de empregos, no aumento do rendimento das famílias, no dinamismo do tecido empresarial local e no reforço do contributo da província para o crescimento da economia nacional.

“O investimento honra Benguela e projecta Angola no contexto regional e internacional”, realçou o governante, sublinhando que a província alberga o Corredor do Lobito, uma das mais importantes plataformas logísticas do continente africano, que liga o Oceano Atlântico aos países do interior da África Austral e Central.

O governador disse ainda que a articulação entre a refinaria, o Porto do Lobito e o Caminho-de-Ferro de Benguela cria um poderoso eixo de desenvolvimento industrial, logístico e comercial, posicionando Angola como um verdadeiro hub energético e logístico regional.

Nesse contexto, realçou que, sob a liderança do Presidente da República, o Corredor do Lobito deixou de ser apenas uma infra-estrutura de transporte para se afirmar como um instrumento geoestratégico de integração regional, atracção de investimento internacional e projecção económica do país.

Referindo-se às potencialidades da província, o Manuel Nunes Júnior considerou a refinaria um investimento âncora e um catalisador do desenvolvimento integrado de Benguela, com impacto positivo na agro-indústria, no sector das pescas, nos serviços, na formação técnica e profissional da juventude e no estímulo ao empreendedorismo local.

“A juventude benguelense vê neste projecto um sinal concreto de esperança e de futuro, bem como a prova de que as políticas do Executivo estão a gerar oportunidades reais e duradouras”, afirmou.

O governante reafirmou a total disponibilidade do Governo local para continuar a trabalhar com dedicação, disciplina e espírito de missão, em estreita articulação com o Executivo central, com vista a garantir o sucesso deste investimento estratégico e a maximização dos seus benefícios para o povo angolano.

VALOR ESTRATÉGICO PARA O SECTOR ENERGÉTICO
Por sua vez, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, destacou a importância estratégica da visita de trabalho do Presidente da República à Refinaria do Lobito, considerando-a um sinal inequívoco da atenção e prioridade que o mais alto magistrado da nação confere aos grandes projectos estruturantes do país.

Na sua intervenção, o manifestou igualmente satisfação pelo acompanhamento próximo e empenho institucional do Governo local na concretização da refinaria, bem como salientou que o projecto terá impactos significativos não apenas a nível nacional, mas também no desenvolvimento económico e social da província.

Segundo o ministro, a Refinaria do Lobito se insere numa visão estratégica de médio e longo prazo para os sectores derivados do petróleo, orientada para o reforço da capacidade nacional de refinação, redução da dependência externa de combustíveis e para a criação de maior valor acrescentado dentro da economia angolana.

A visita, disse ainda Diamantino de Azevedo, foi um momento essencial de avaliação, orientação e projecção do futuro do projecto, permitindo alinhar as decisões políticas com a realidade técnica do projecto.

Durante a visita, o Presidente da República recebeu explicação detalhada sobre o ponto de situação da construção da Refinaria do Lobito, os principais desafios e as perspectivas futuras, além de ter percorrido as diversas áreas já existentes na refinaria.

Com um custo superior a seis mil milhões de dólares, a Refinaria do Lobito terá uma capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo por dia, prevendo-se a sua conclusão em 2029.

Fonte: CIPRA
Governo 13-01-2026
DERIVADOS DE PETRÓLEO

Refinaria do Lobito deverá iniciar produção em Dezembro de 2027

A Refinaria do Lobito, localizada na província de Benguela, deverá iniciar a produção de derivados de petróleo em Dezembro de 2027, após a conclusão das unidades prioritárias e de um período de comissionamento e testes.

O anuncio foi feito pelo director de Projecto da Refinaria, Guiomar Correia, esta terça-feira, 13 de Janeiro, em Benguela, durante a visita de constatação do grau de execução das infra-estruras, realizada pelo Presidente da República, João Lourenço.

Segundo o responsável, foi definida uma estratégia que permitirá à refinaria entrar em operação faseada, começando pelas chamadas unidades prioritárias, consideradas o coração da refinaria, a serem concluídas em Julho de 2027.

Após o término da construção, a refinaria passará por um período de comissionamento e testes com duração aproximada de cinco meses.
No final desse processo, em Dezembro de 2027, disse o responsável, deverá arrancar a produção inicial, com um perfil de produtos ainda diferente do cenário de plena operação.

Nesta fase, segundo Guiomar Correia, em vez de gasolina, será produzida nafta, que representará cerca de 23 por cento da produção, havendo igualmente uma menor quantidade de gasóleo e maior volume de fuel oil.
Apesar disso, assegurou que a produção inicial terá impacto positivo na redução da importação de derivados, com destaque para o gasóleo.

Numa fase posterior, já com a refinaria em operação, serão instaladas as unidades permanentes de maior valor acrescentado, nomeadamente o bloco de gasolina e o bloco de hidrocraqueamento, que permitirão converter a nafta em gasolina, aumentar a produção de gasóleo e reduzir significativamente o fuel oil.

Relativamente ao investimento, o director de Projecto informou que o custo estimado para esta primeira etapa é de cerca de 3,8 mil milhões de dólares.
Até ao momento, a Sonangol já investiu mais de 1,4 mil milhões de dólares em fundos próprios, incluindo aproximadamente 330 milhões de dólares destinados à aquisição de equipamentos de longo prazo de fabrico, assegurando o cumprimento dos prazos estabelecidos.

Actualmente, o projecto apresenta um progresso físico de cerca de 23 por cento e um progresso financeiro de 20 por cento.

De acordo com Guiomar Correia, o custo total previsto para a entrega e operação da Refinaria do Lobito até ao final de 2027 mantém-se estimado em 3,8 mil milhões de dólares, conforme a estratégia financeira definida para o projecto.

Após receber as explicações sobre o projecto, o Chefe de Estado, acompanhado por auxiliares do poder executivo, percorreu a zona alta do empreendimento e constatou o progresso físico na zona baixa, onde decorre a instalação dos tanques de produtos intermédios, tanques de blending e tanques de petróleo bruto.

A construção desta importante infra-estrutura na cidade portuária do Lobito já gerou cerca de 2.700 postos de trabalho, dos quais 80 por cento correspondem a mão-de-obra angolana, sendo mais de 1.200 trabalhadores residentes na província de Benguela.

A Refinaria do Lobito é moderna, desenhada para processar 200 mil barris de petróleo bruto, crudes, meios leves, do tipo Cabinda, Nemba Dala.

A sua construção faz parte de um projecto estratégico para reduzir a dependência do país de importação de combustíveis e aumentar o valor agregado da produção do petróleo bruto angolano.

Fonte: CIPRA

reinounido.mirex.gov.ao Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola Acreditado no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte

José Gonçalves Martins Patrício



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