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MAT trabalha no Reino Unido na elaboração dos instrumentos de ordenamento do território.

Governo 26-01-2026
ONU reconhece papel de João Lourenço na promoção da agenda africana

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu, no domingo, o papel do Presidente João Lourenço na promoção da agenda africana no plano internacional e na procura de soluções pacíficas para os conflitos em África.

O reconhecimento foi manifestado pelo Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe do Escritório das Nações Unidas junto da União Africana, Parfait Onanga-Anyanga, durante um encontro que manteve com o Representante Permanente junto da União Africana e da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Miguel Bembe.

Parfait, que enalteceu a 3.ª Cimeira de Luanda sobre o Financiamento para o Desenvolvimento das Infra-Estruturas em África, afirmou que as Nações Unidas acompanharam com entusiasmo a determinação de Angola em relação à normalização da situação na região dos Grandes Lagos, com destaque para o leste da RDC, Sudão, Sudão do Sul e para a região do Sahel.

Por sua vez, Miguel Bembe garantiu que Angola continuaria activa nos assuntos africanos e globais, bem como na defesa do multilateralismo, como uma das prioridades da sua política externa.

O diplomata angolano realizou, igualmente, uma reunião de trabalho com Sua Excelência Sinikka Antila, Embaixadora da Finlândia na Etiópia e Representante Permanente junto da UA, com foco no reforço das relações de cooperação entre Angola e Finlândia nos domínios bilaterais e multilaterais.

Fonte: CIPRA
Governo 26-01-2026
PRESIDENTE DA REPÚBLICA PARTICIPOU NA IXª CONFERÊNCIA EXTRAORDINÁRIA DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA CEEAC

ANGOLA FEZ ELEGER UM COMISSÁRIO PARA A ORGANIZAÇÃO REGIONAL

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, participou na Nona Sessão Extraordinária da Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), que teve lugar hoje, sábado, em formato virtual.

A Cimeira, dirigida pelo Presidente em exercício da CEEAC, o Chefe de Estado da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, foi essencialmente consagrada à eleição de comissários para as diferentes áreas de actuação da organização regional. Foi, do mesmo modo, eleito o Vice Presidente da Comunidade Económica, no caso, o Tchad.

Nota de destaque o facto de um quadro angolano – Oluímo Tavira da Silva - ter sido apurado como o novo Comissário da CEEAC para o Mercado Comum, Assuntos Económicos, Monetário e Finanças.

Os outros candidatos confirmados são os Comissários para o Ambiente, Recursos Naturais, Agricultura e Desenvolvimento Rural (da República Democrática do Congo); para o Ordenamento do Território e Infra-Estruturas (da República do Congo) e o Comissário para Promoção do Género e Desenvolvimento Humano e Social (da República dos Camarões).

Numa breve intervenção durante a Cimeira Presidencial, o Chefe de Estado angolano felicitou os membros da Comissão, referindo que iniciem funções o mais rapidamente possível a fim de tornar a instituição plenamente operacional.

O Presidente João Lourenço aproveitou para reiterar o compromisso de Angola em contribuir de forma efectiva para os esforços de paz e de estabilidade política na região, assegurando também que o Estado angolano irá honrar o pagamento das contribuições estatutárias em tempo oportuno.

Fonte: CIPRA
Governo 26-01-2026
Cumprimentos do Corpo Diplomático ao Chefe de Estado

Cerimónia tradicional decorreu ao fim da tarde em Luanda

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, recebeu, em companhia da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, os cumprimentos de Ano Novo do Corpo Diplomático acreditado em Angola, numa cerimónia tradicional que desta vez se realizou no Complexo Protocolar da Presidência da República.

Participaram também membros de organizações internacionais em serviço na República de Angola.

No acto, a embaixadora do Reino de Marrocos, Saadia el Alaoui, desejou ao Chefe de Estado e família votos de boa saúde e um ano de grandes realizações, em benefício do povo angolano.

O Presidente da República, logo depois, dirigiu-se aos membros do Corpo Diplomático com um discurso de forte apelo à paz e à concórdia entre os povos, num tempo de incertezas e perigos múltiplos.

Alocução do Chefe de Estado
Excelentíssima Senhora Embaixadora Saadia El Alaoui, Decana do Corpo Diplomático;

Excelentíssimos Senhores Embaixadores e Chefes de Missão Diplomática;
Excelentíssimos Senhores Representantes de Organizações Internacionais e demais entidades estrangeiras acreditadas na República de Angola;

Minhas Senhoras, Meus Senhores;

Excelências,

Foi com elevada honra e apreço que eu e a minha esposa recebemos cada um de vós, dignos membros do Corpo Diplomático, de Organizações Internacionais e demais entidades estrangeiras acreditadas na República de Angola, para esta tradicional cerimónia anual, que constituiu não apenas um momento de reafirmação dos laços de amizade e de cooperação entre os nossos países, mas, sobretudo, uma oportunidade para reflectirmos sobre o ano que findou, sobre os desafios que se colocaram de então em diante à acção colectiva dos nossos países e sobre o contexto internacional imprevisível, conturbado e perigoso que se viveu nos dias de então.

Formulei os mais sinceros votos de um Ano Novo de paz, saúde, prosperidade e bem-estar a todos e desejei que esse novo ciclo fosse orientado pelo fortalecimento do diálogo político e por um renovado compromisso com a cooperação internacional e com o multilateralismo.

Ouvimos com muita atenção a mensagem de Sua Excelência Saadia El Alaoui, Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária do Reino de Marrocos na República de Angola e Decana do Corpo Diplomático acreditado em Angola, a quem agradeci pelas palavras dedicadas ao meu país, bem como pelos votos de bem-estar e prosperidade dirigidos ao povo angolano, a mim e à minha família.

Como Vossas Excelências sabem, o ano que terminou teve um significado especial para Angola por termos celebrado o 50.º Aniversário da Independência Nacional, um marco importante da nossa história que nos convidou à celebração e a uma profunda reflexão sobre o caminho percorrido, os desafios enfrentados e as perspectivas para o futuro.

Cinquenta anos depois da proclamação da nossa Independência Nacional, Angola afirmou-se como um país estável e comprometido com a paz, com a estabilidade, com a reconciliação nacional, com a boa governação, a democracia, o desenvolvimento sustentável e a cooperação entre as nações.

Excelências,

No ano transacto, a República de Angola centrou a sua acção diplomática na intensificação das relações com os seus parceiros, com o objectivo de se construir uma base de confiança cada vez mais sólida e credível.

Foi um ano de várias realizações que projectaram Angola a nível internacional, marcado não só pela celebração do jubileu dos 50 anos da Independência Nacional, como também por termos assumido, pela primeira vez na nossa história recente, a Presidência rotativa da União Africana, facto que levou ao incremento das responsabilidades da República de Angola tanto a nível continental como mundial.

Este esvaziar intencional das responsabilidades das Nações Unidas está a dar lugar à desordem internacional e à sobreposição da força da lei pela lei da força.

O posicionamento assente na ideia de dois pesos e duas medidas não favorece a abordagem imparcial dos grandes problemas políticos com que o mundo se debate na actualidade.

Devemos estar todos alinhados quanto à importância fundamental do multilateralismo como a única forma de contribuir para a restauração da ordem mundial e impedir a reconfiguração geopolítica e económica do mundo em benefício apenas das superpotências.

Neste contexto, reiteramos a importância do papel central das Nações Unidas enquanto garante da paz, da estabilidade e da segurança internacionais, bem como de outros espaços indispensáveis de concertação, diálogo político e de acção colectiva que se impõe cada vez mais, para se impedir a redefinição de fronteiras na Europa, em África, no Médio Oriente e no Caribe, onde se assiste ao perigo iminente da balcanização de vários países.

As Nações Unidas não podem ser sequestradas pela acção unilateral de potências mundiais, por sinal membros permanentes do seu Conselho de Segurança.
Excelências,

Aproveito esta ocasião para expressar o nosso reconhecimento pelo trabalho que as vossas missões diplomáticas e as organizações que aqui representam desenvolvem a favor do reforço da cooperação e da amizade entre os nossos respectivos países e povos.

Expresso-vos a total abertura e disponibilidade de Angola para trabalharmos juntos no sentido de contribuirmos para a construção de um mundo de paz, de concórdia e onde reine a justiça e o respeito mútuo.

Desejo-vos um Feliz e Próspero Ano Novo”.

Fonte: CIPRA

reinounido.mirex.gov.ao Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola Acreditado no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte

José Gonçalves Martins Patrício



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