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Governo 31-01-2026
ÁFRICA COMEMORA DIA DA PAZ E RECONCILIAÇÃO

CAMPEÃO DA PAZ EM ÁFRICA E PRESIDENTE DO BLOCO CONTINENTAL, JOÃO LOURENÇO, DIRIGE MENSAGEM DE PAZ A ÁFRICA

A União Africana (UA) realizou hoje na sua sede, em Adis Abeba, uma sessão especial do seu Conselho de Paz e Segurança para comemorar mais um Dia da Paz e Reconciliação em África, o 31 de Janeiro.

A sessão teve a sua abertura marcada por uma mensagem em vídeo do Presidente em exercício da União Africana, o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na sua qualidade de Campeão da União Africana para a Paz e a Reconciliação em África.

A reunião prosseguiu com a partilha de experiências de Angola, Serra Leoa e África do Sul sobre as lições tiradas dos processos de Paz e Reconciliação conduzidos nos respectivos países.

A experiência de Angola foi apresentada pelo Embaixador Miguel Bembe, Representante Permanente junto da União Africana.

O 31 de Janeiro foi declarado Dia de Paz e Reconciliação em África por ocasião da 16.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana sobre o Terrorismo e as Mudanças Inconstitucionais de Governo, realizada em Maio de 2022, em Malabo, República da Guiné Equatorial.

Na mesma ocasião, os Chefes de Estado e de Governo Africanos designaram João Lourenço, Presidente da República de Angola, como Campeão da União Africana para a Paz e a Reconciliação em África.

A MENSAGEM PROFERIDA PELO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO
“ Irmãs e Irmãos Africanos,

Neste dia 31 de Janeiro, consagrado à Paz e à Reconciliação em África, sinto-me profundamente honrado, na minha qualidade de Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África e de Presidente em Exercício da União Africana, por poder dirigir-me às dignas filhas e filhos de África, para vos transmitir os meus votos sinceros de concórdia, união e paz para o nosso continente.

Esta comemoração remete-nos para a importância de nos empenharmos na construção de uma África estável, pacífica e onde a paz e reconciliação constituam prioridades a serem tidas permanentemente em conta, tal como está contemplada na Agenda 2063, que reflecte bem a “A África que Queremos”.

Este dia não é apenas uma celebração, é um convite para reflectirmos sobre os desafios de paz e segurança que infelizmente persistem no nosso continente.

Este exercício de introspecção profunda traz-nos à memória alguns dos nossos eminentes precursores da Liberdade e da Independência de África, que souberam fazer a síntese do sentir do homem africano, dizendo, como o fez Nelson Mandela, que “A reconciliação não é uma forma de varrer a dor para debaixo do tapete, mas um esforço tangível para reparar as injustiças históricas”, ou ainda Kwame Nkrumah, quando disse que “Divididos, somos fracos; unidos, África pode tornar-se uma das maiores forças para o bem no mundo”.

Estas figuras notáveis deixaram-nos a lição que devemos reter sempre, segundo a qual a paz e a reconciliação são, ao mesmo tempo, um dever moral e uma necessidade estratégica que não conseguiremos realizar enquanto nos confrontarmos no nosso continente com desafios que vão desde os golpes de Estado, passando pelo terrorismo e o extremismo violento, até aos conflitos armados e às tensões comunitárias, que põem em causa e condicionam seriamente os propósitos de construirmos o progresso, o desenvolvimento e o bem-estar de todos os africanos.

Perante estas provações, destaco nesta data a urgência de não abdicarmos nunca dos nossos propósitos de continuarmos firmes e mobilizados para transformar as vulnerabilidades em força, as divisões em unidade e as ameaças em oportunidades.

Irmãs e Irmãos Africanos,
A União Africana dispõe dos mecanismos necessários para dar respostas adequadas e robustas às situações de crise referidas, mas temos todos que convergir os nossos esforços e as nossas atenções para um mesmo ponto, em que, unidos e coesos, trabalhemos no sentido de garantir a operacionalidade e a eficácia dos referidos mecanismos sempre que se tornar necessário fazê-los funcionar para assegurar a estabilidade, a paz e a segurança, factores que, conjugadamente, concorrem para o relançamento das economias africanas e do desenvolvimento do nosso continente.

Minhas Senhoras, Meus Senhores,
A paz e a reconciliação em África serão conquistas mais duradoras sempre que se reforçar, nas nossas sociedades, a consciência sobre a relevância do entendimento entre todos.

A participação activa de mulheres e jovens é determinante, pela sua grande sensibilidade para as consequências dos conflitos, por serem geralmente as principais vítimas dos mesmos.

É por isso essencial que se escutem as vozes das mulheres e dos jovens, que têm muito a transmitir aos políticos, aos governantes e às sociedades africanas de uma maneira geral, sobre a sua visão a respeito dos conflitos e sobre o seu papel na busca de soluções para estes problemas, para cujo efeito o nosso continente dispõe do Fórum Pan-africano para a Cultura da Paz e Não-Violência em África.

A também conhecida Bienal de Luanda levará a efeito a sua IVª edição em Outubro próximo, durante a qual esperamos poder contar com uma participação activa dos segmentos da população antes referidos, por terem uma função central na contribuição que podem prestar à resolução pacífica dos diferendos com que o nosso continente ainda se debate.

A Bienal de Luanda, organizada conjuntamente pelo governo da República de Angola, a União Africana e a UNESCO, mais do que um evento, é um espaço onde os jovens podem expressar as suas aspirações, onde as mulheres podem partilhar as suas experiências de mediação e reconstrução e onde as nossas sociedades podem aprender a transformar as diferenças em mecanismos propulsores do entendimento, da concórdia, da democracia, da paz e do desenvolvimento.

Muito obrigado pela vossa atenção! “

Fonte: CIPRA
Governo 31-01-2026
CHEGADAS INTERNACIONAIS Angola alcança maior crescimento turístico em África e a quarta posição a nível do mundo

Angola alcançou o primeiro lugar no crescimento turístico de África, em 2025, e quarto a nível mundial, com um aumento de 30 por cento nas chegadas internacionais, superando os níveis anteriores à pandemia da Covid-19, segundo dados do Barómetro da ONU Turismo.

A informação foi prestada pelo ministro do Turismo, Márcio de Jesus Lopes Daniel, durante a abertura do 1.º Conselho Consultivo do Ministério do Turismo, realizado de 29 a 30 de Janeiro, em Luanda.

Ao discursar na cerimónia, que reuniu auxiliares do poder executivo, operadores turísticos, antigos responsáveis do sector, parceiros sociais e especialistas, o governante sublinhou que os resultados alcançados confirmam que Angola está no caminho certo, apesar dos desafios ainda existentes.

“Muito há por fazer, mas os resultados demonstram que o trabalho iniciado começa a produzir impactos reais na economia e no emprego”, afirmou Márcio Daniel.

O ministro destacou que 2025 marcou uma viragem histórica no número de chegadas internacionais, com o registo de 223 mil turistas, superando os 217 mil de 2019, e invertendo uma tendência de queda que se arrastava desde 2014 e foi agravada durante a Covid-19.

Segundo o responsável, o crescimento do fluxo turístico esteve directamente associado à criação de emprego, com um aumento superior a 100 por cento de postos de trabalho no sector, o que representa 10,6 empregos por cada mil turistas adicionais.

Durante a sua intervenção, Márcio Daniel apresentou os principais instrumentos estratégicos em implementação, entre os quais os programas Capacita Turismo, Comunica Turismo, Planifica Turismo, Reclassifica Turismo e Simplifica Turismo, além da estruturação de um modelo para a atracção de eventos internacionais e para o desenvolvimento do turismo marítimo. As iniciativas visam reforçar a capacidade institucional, elevar os padrões de qualidade e tornar o sector mais competitivo.

O governante realçou ainda a importância da marca Visit Angola – The Rhythm of Life na promoção do país como destino turístico emergente, bem como a presença de Angola em grandes feiras internacionais de referência, como a CMT Stuttgart, a FITUR e a ITB Berlim, onde o país assumiu o papel de anfitrião.

De acordo com o ministro, o turismo que Angola pretende desenvolver deve ser competitivo, sustentável e inclusivo, contribuindo de forma efectiva para a diversificação da economia e para a melhoria da qualidade de vida das populações.

No final do primeiro dia de trabalhos, o ministro apelou ao reforço da articulação entre o Executivo, o sector privado e a sociedade civil, com vista à transformação do potencial turístico nacional em resultados concretos.

O 1.º Conselho Consultivo do Ministério do Turismo tem como objectivo avaliar o estado do sector e definir orientações estratégicas para o seu desenvolvimento sustentável.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 29-01-2026
Jovem angolano Fábio Komba conclui mestrado no Reino Unido com classificação máxima

O jovem angolano Fábio Komba concluiu o mestrado em Tecnologia Financeira, Análise de Risco e Investimentos pela University of Sussex com classificação máxima.

"Concluí o Mestrado em Tecnologia Financeira, Análise de Risco e Investimentos pela University of Sussex, com Distinction, a classificação máxima no Reino Unido. Ao longo do programa, desenvolvi uma base sólida em Equity Capital Markets, Debt Capital Markets, Data Analysis com Python, econometria aplicada, modelação de risco e análise de investimentos, com foco especial na interseção entre fatores macroeconómicos, mercados de capitais e decisões financeiras orientadas por dados.

Como requisito para a conclusão do curso, desenvolvi uma dissertação que analisou o impacto da sensibilidade do preço do petróleo nas ações de empresas do setor de semicondutores ao longo dos últimos 15 anos.

Utilizando dados mensais de Brent crude, taxas de juro e produção industrial, apliquei metodologias econométricas robustas (ADF, KPSS, Johansen, VECM/VAR, impulse-response functions e testes de causalidade de Granger).

Os resultados mostram que não existe um “oil beta” único para o setor, sendo a exposição ao petróleo heterogénea e dependente da posição na cadeia de valor. Em geral, os choques de taxas de juro têm um impacto mais determinante nas avaliações das empresas do que os choques do petróleo, com implicações diretas para investidores, gestores corporativos e formuladores de políticas. Esta dissertação foi igualmente galardoada com Distinção.

Este percurso só foi possível graças à Bolsa de Mérito Chevening Awards, financiada pelo Governo do Reino Unido, à qual deixo o meu profundo agradecimento por investir em liderança, excelência académica e no potencial transformador de jovens comprometidos com o desenvolvimento dos seus países".

Fonte: Jornal de Angola

reinounido.mirex.gov.ao Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola Acreditado no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte

José Gonçalves Martins Patrício



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