Notícias



Clique para assistir o vídeo!

MAT trabalha no Reino Unido na elaboração dos instrumentos de ordenamento do território.

Governo 03-08-2026
PR HOMENAGEIA JULIUS NYERERE NOVO HOSPITAL ESPECIALIZADO EM QUEIMADOS JÁ EM FUNCIONAMENTO

O Presidente da Republica, João Lourenço, inaugurou no dia 02 de Agosto o Hospital Especializado em Queimados, Julius Nyere, num acto testemunhado pela Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, e viúva, filho e netos do pan-africanista e primeiro estadista tanzaniano.

Acompanhado da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, e ladeado de membros do Executivo, o Presidente da República visitou demoradamente a nova unidade, equipada com tecnologia de ponta para atendimentos de alta complexidade.

Localizado na Centralidade do Kilamba, na província de Luanda, o Hospital Especializado em Queimados Julius Nyerere constitui um dos maiores investimentos estruturantes realizados pelo Estado Angolano no fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.

Com uma área de implantação de cerca de 99 mil metros quadrados e aproximadamente 52 mil metros quadrados de área construída, a unidade integra edifício principal, edifícios técnicos e de apoio, Centro de Hemodiálise, Central de Produção de Oxigénio Medicinal e demais infra-estruturas especializadas, afirmando-se como uma das mais modernas unidades hospitalares de Angola e da África Austral.

O Hospital dispõe de 252 camas de internamento, das quais 66 são destinadas aos cuidados intensivos para adultos, crianças e recém-nascidos, integrando serviços altamente diferenciados nas áreas do tratamento de grandes queimados, cirurgia reconstrutiva, medicina regenerativa, cuidados intensivos, imagiologia, diagnóstico laboratorial, nefrologia, fisioterapia, reabilitação e outras especialidades médico-cirúrgicas.
Entre os principais diferenciais tecnológicos e assistenciais destacam-se:

• Quartos especialmente concebidos para grandes queimados, com rigoroso controlo da temperatura e da humidade;
• Camas inteligentes para Unidades de Cuidados Intensivos de adultos e pediatria;
• Primeiras três câmaras hiperbáricas terapêuticas instaladas numa unidade hospitalar em Angola;
• Centro de Hemodiálise com capacidade para 85 postos de tratamento;
• Bloco Operatório equipado com seis salas cirúrgicas altamente especializadas;
• Banco de Urgência com 29 camas de observação;
• Unidade Especializada para Tratamento de Grandes Queimados e Feridas Complexas;
• Serviço de Imagiologia equipado com Ressonância Magnética de 3 Teslas, Tomografia Computorizada de 128 cortes, Angiografia Digital, Fluoroscopia, Radiologia Digital e Ecografia de Alta Resolução;
• Laboratório Central;
• Centro de Dados;
• Auditório Científico;
• Unidade de Endoscopia;
• Neonatologia;
• Modernos serviços de Fisioterapia e Reabilitação.

Segundo o Presidente da República, a atribuição do nome de Julius Nyerere constitui uma homenagem a um dos maiores estadistas africanos do século XX, cuja liderança visionária, compromisso com a liberdade, defesa da dignidade humana, valorização da educação, da saúde e da unidade africana continuam a fortalecer os históricos laços de amizade e cooperação entre a República de Angola e a República Unida da Tanzânia.

Fonte: CIPRA
Governo 03-08-2026
DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOÃO LOURENÇO

**DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOÃO LOURENÇO, NO FINAL DA INAUGURAÇÃO E VISITA AO HOSPITAL DOS QUEIMADOS PRESIDENTE JULIUS NYERERE, NA CIDADE DO KILAMBA.
**
Muito bom dia a todos!

Acabámos de inaugurar um importante hospital que se enquadra no reforço das capacidades do nosso Sistema Nacional de Saúde. Reforço não apenas em termos de infra-estruturas, como também em termos do capital humano que está à altura de pôr a funcionar essas mesmas infra-estruturas.

Este hospital vem cobrir uma grande lacuna, porquanto um país de mais de 35 milhões de habitantes tinha, até algumas horas atrás, apenas um pequeno hospital de queimados, ali no Neves Bendinha, que, com certeza, não estava à altura de responder à grande demanda pela necessidade de tratar os cidadãos que eram vítimas de queimaduras.

Decidimos dar a esta unidade que acabámos de inaugurar o nome de uma grande personalidade africana, o Presidente Julius Nyerere, como forma de reconhecimento por tudo quanto ele e o país que dirigiu, que fundou, hoje República Unida da Tanzânia, prestaram à causa da libertação nacional, sobretudo aqui nesta região Austral do nosso continente.

Se hoje somos países independentes, devemos reconhecer que devemos muito à coragem do Presidente Julius Nyerere, que, naquela altura, sozinho, ou seja, foi o primeiro país africano da região Austral de África, que não temeu as represálias do regime do Apartheid e abriu as suas portas para acolher os movimentos de libertação.

Todos eles passaram pela Tanzânia, onde encontraram abrigo, a possibilidade de organização, a possibilidade de dirigir a luta a partir de lá, a possibilidade de formar os quadros, quer militares, quer civis, e, com isso, com o andar do tempo, conseguimos finalmente alcançar as nossas independências.

Talvez se possa dizer que o reconhecimento chega tarde. Grande parte dos nossos países aos quais ele ajudou a se libertar já completou cerca de 50 anos de existência. Bom, eu diria que chega tarde, mas não chega. Não chega tarde, porque, felizmente, ainda temos o privilégio desta homenagem ser feita na presença da Mamã Maria Nyerere, a viúva do homenageado, que está aqui nesta cerimónia, bem como na presença da actual Presidente da República Unida da Tanzânia, a Presidente Samia Hassan.

Temos uma boa representação da família Nyerere que vem testemunhar esta homenagem. Nós pensamos que estas instalações honram da forma mais digna a memória do Presidente Julius Mwalimu Nyerere.

Muito obrigado!

Fonte: CIPRA
Governo 02-08-2026
Empreendedora angolana Juelsa Amaral reinventa-se no Reino Unido

Juelsa Amaral é uma empreendedora angolana radicada no Reino Unido desde 2021, onde se reinventou profissionalmente.

Reencontrar o esposo e investir no conhecimento foram algumas das razões que a levaram a deixar Angola rumo ao Reino Unido.

Natural da província de Malanje, Juelsa Amaral é licenciada em Engenharia de Telecomunicações pela Universidade Católica de Angola.

No Reino Unido, Juelsa Amaral fundou a Mrs. Juelsa Catering e assumiu a presidência da organização sociocultural Angola na Brasa, iniciativas através das quais promove a gastronomia, a cultura e o empreendedorismo angolano.

Desde que chegou ao Reino Unido, sempre primou por investir no seu desenvolvimento profissional, realizando formações nas áreas de Segurança Alimentar e Higiene, Tecnologias de Informação (IT) e Cibersegurança.

Além de continuar a aperfeiçoar a língua inglesa, Juelsa Amaral acredita que o conhecimento é uma ferramenta essencial para crescer e criar novas oportunidades, daí o investimento no saber.

Na sua vida, a gastronomia começou como uma paixão, tendo rapidamente se apercebido de que, através da comida, podia criar experiências, aproximar pessoas e levar um pouco de Angola a quem está longe do país.

Foi nessa altura que decidiu transformar essa paixão num negócio.

Criação da empresa Mrs. Juelsa Catering e Angola na Brasa

Juelsa Amaral conta que, para chegar até à criação da sua empresa de catering, foi um percurso de muito trabalho, dedicação e persistência.

Afirma ter começado por pequenos eventos e, daí, foi conquistando a confiança dos clientes através da qualidade do serviço, nunca deixando de aprender.

Paralelamente, nasceu o sonho da “Angola na Brasa”, uma organização criada para unir a comunidade angolana através da cultura, da gastronomia e do empreendedorismo.

A jovem sonhadora revela que a “Angola na Brasa” nasceu da necessidade de criar um espaço onde os angolanos pudessem celebrar as suas raízes, fortalecer relações e incentivar o desenvolvimento da comunidade angolana.

A missão, refere, é preservar a cultura angolana, promover oportunidades de negócios e inspirar cada participante a contribuir para o crescimento de Angola, independentemente do país onde vive.

O sonho de continuar a crescer é o que faz com que Juelsa continue a trabalhar para apresentar serviços de qualidade e que vão ao encontro dos desejos dos clientes.

Deste modo, surgiu a oportunidade de prestar o serviço de catering do Almoço da Diáspora Angolana, serviço que foi um marco muito importante para a sua actividade, porque, além de demonstrar a qualidade do trabalho prestado, permitiu aumentar a visibilidade da empresa e conquistar a confiança de novos clientes.

Conforme a empreendedora, isso é a confirmação de que o profissionalismo e a dedicação são sempre recompensados.

Segunda edição do Encontro da Diáspora na forja

Decorrem preparativos para a realização da segunda edição do Encontro da Diáspora Angolana.

Este será um encontro ainda mais enriquecedor, com empresários, profissionais de diversas áreas, momentos culturais, gastronomia típica e debates inspiradores.

O objectivo é incentivar cada participante a reflectir sobre o seu papel no desenvolvimento de Angola.

Mais do que identificar problemas, pretende-se, com a iniciativa, apresentar soluções e despertar um espírito de responsabilidade colectiva.

A receptividade da comunidade angolana e também de outras comunidades ao trabalho que desenvolve no Reino Unido tem sido extremamente positiva.

Garante que têm recebido apoio não apenas da comunidade angolana, mas também de pessoas de várias nacionalidades que valorizam a gastronomia angolana, a cultura e o networking.

Isso demonstra que a cultura angolana tem um enorme potencial para conquistar espaços além-fronteiras.

Ao longo deste percurso, os maiores desafios enfrentados, enquanto mulher empreendedora na diáspora, foram muitos: adaptação a uma nova cultura, barreiras linguísticas, construção de uma empresa do zero e a necessidade de provar diariamente o seu valor.

A fé em Deus e os apoios da família foram alguns dos motivos que fazem com que nunca desista, e a certeza de que o seu trabalho pode transformar vidas.

São disponibilizados actualmente serviços de catering para casamentos, aniversários, eventos empresariais, encontros comunitários, jantares privados e serviço de chef ao domicílio.

Uma equipa flexível, formada por profissionais de diferentes nacionalidades, unidos pelo mesmo compromisso com a qualidade e a excelência, está empenhada nessas tarefas.

Acredita que uma comunidade unida é muito mais forte, porque, quando se partilham experiências, conhecimentos e oportunidades, “crescemos todos”.

“O associativismo fortalece a nossa identidade, preserva a cultura e cria oportunidades para as futuras gerações”, realça.

Para a empreendedora Juelsa Amaral, conciliar a vida familiar com todas as outras responsabilidades exige organização, disciplina e prioridades bem definidas, pelo que procura sempre reservar tempo para a família, porque é nela que encontra equilíbrio e motivação para continuar.

Acompanha o que se passa em Angola através dos meios de comunicação social, das redes sociais e do contacto permanente com familiares e amigos.

Como qualquer angolana, deseja ver um país cada vez mais desenvolvido, mais justo e com mais oportunidades para todos.

Acredita que pode contribuir para o desenvolvimento de Angola através da promoção da cultura angolana, do incentivo ao empreendedorismo e da criação de pontes entre a diáspora e Angola.

Cada iniciativa, cada evento e cada parceria podem gerar novas oportunidades de investimento, emprego e desenvolvimento para Angola.

Reafirma que Angola será sempre a sua casa, daí o desejo de continuar a contribuir para o crescimento do país, esteja onde estiver.

Saudades da hospitalidade do povo angolano

A família, a hospitalidade do povo angolano, os sabores da gastronomia angolana, a música, as tradições e o calor humano que caracterizam Angola foram apontadas como as saudades que mais sente.

Como principais projectos para o futuro, Juelsa Amaral tenciona expandir a Mrs. Juelsa Catering, tornando-a uma referência na promoção da gastronomia angolana no Reino Unido e noutros países.

Quanto à Angola na Brasa, o objectivo é transformar o Encontro da Diáspora numa plataforma internacional de cultura, negócios e cooperação entre angolanos espalhados pelo mundo.

A mensagem que deixa ao povo angolano, em especial aos jovens da diáspora, é a de que nunca deixem de acreditar nos sonhos e devem investir na formação, trabalhar com honestidade, preservando as raízes da terra mãe, e nunca se esquecer de onde vieram.

Cada angolano, independentemente do país onde vive, pode contribuir para construir uma Angola melhor, pelo que não se deve esperar apenas que a mudança aconteça, mas “sejamos nós a mudança”.

Fonte: Sector de Imprensa
Governo 02-08-2026
Angola na Brasa organiza 2.ª edição do Encontro da Diáspora Angolana em Luton

A cidade de Luton, no Reino Unido, vai acolher no próximo dia 24 de outubro a segunda edição do Encontro da Diáspora Angolana, uma iniciativa da organização Angola na Brasa que pretende reunir angolanos residentes no Reino Unido e noutros países, empresários, profissionais, parceiros institucionais e representantes da sociedade civil.

O evento surge da necessidade de criar um espaço onde os angolanos espalhados pelo mundo possam discutir desafios comuns, identificar oportunidades e construir parcerias que beneficiem tanto a diáspora como Angola. A boa resposta obtida na primeira edição motivou a realização deste segundo encontro.

Tema desta edição: "Qual é a nossa contribuição para Angola?
A diáspora como motor de desenvolvimento"
Para os organizadores, contribuir para Angola não passa apenas pelo regresso físico — o conhecimento, a experiência internacional, o investimento, o empreendedorismo e as redes de contacto construídas no exterior são também activos estratégicos para o desenvolvimento do país.

Entre os oradores confirmados estão Arieth Van-Dúnem, José Camata Afonso, Malundo Kudiqueba, Klieston Oscar Lourenço António, o Conselheiro Económico da Missão Diplomática de Angola no Reino Unido, e Paiva Domingos.

O programa vai abordar temas como a integração profissional e empresarial dos angolanos no exterior, o investimento, o empreendedorismo e a transferência de conhecimento, terminando com um painel dedicado aos incentivos ao investimento em Angola.
O evento está aberto a toda a comunidade — empresários, estudantes, profissionais, associações e qualquer pessoa interessada em contribuir para o desenvolvimento de Angola.

Inscrições: WhatsApp +44 7743 900284

Os organizadores pretendem transformar esta iniciativa numa plataforma permanente de diálogo e cooperação entre a diáspora e Angola.

DiásporaAngolana #Luton #NósNaDiáspora #Angola

Fonte: Sector de Imprensa
Governo 30-07-2026
DISCURSO PROFERIDO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA, JOÃO LOURENÇO, NA CERIMÓNIA DE LANÇAMENTO DA CAMPANHA “CONSTRUINDO RESILIÊNCIA”

-Suas Excelências Primeiras-Damas Africanas,

-Excelência Dra Fátima Maada Bio, Primeira-Dama da República da Serra Leoa e Presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD),

-Excelência Dra. Ana Afonso Dias Lourenço, Primeira-Dama da República de Angola e Vice-Presidente da OAFLAD,

-Distintos Convidados,

É com grande satisfação que me dirijo a Vossas Excelências neste evento de lançamento da Campanha “Building Resilience”, momento que aproveito para realçar o grande papel que as Primeiras-Damas de África desempenham, no âmbito da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento, a OAFLAD.

Permitam-me expressar as minhas mais sinceras felicitações e o meu profundo reconhecimento a esta Organização, pelo notável trabalho de advocacia, liderança e mobilização que vem desenvolvendo em prol de causas que impactam positivamente o continente africano.

Gostaria de reconhecer, igualmente, a importância das iniciativas de grande relevância concebidas e implementadas pela OAFLAD, com enfoque na transformação social e no desenvolvimento sustentável.

Estas iniciativas têm contribuído, de forma significativa, para a promoção da igualdade do género, para o empoderamento das mulheres e das jovens e para a melhoria das condições de vida das comunidades mais vulneráveis do nosso continente.

Através deste trabalho, a OAFLAD reafirma o papel fundamental das Primeiras-Damas Africanas na promoção de políticas e acções que respondem aos desafios sociais que hoje se colocam ao nosso continente.

A Organização tem prestado, nas últimas duas décadas, um contributo essencial para a construção de uma África mais justa, inclusiva, sustentável e resiliente, para que mulheres de todas as faixas etárias possam participar plenamente no desenvolvimento das suas comunidades e na construção do futuro do continente.

É importante reconhecer que, ao longo deste tempo, a OAFLAD tem posto em marcha iniciativas de reconhecido mérito na promoção da equidade e do bem-estar das populações africanas, registando conquistas significativas e duradouras, com reflexo directo na melhoria das condições de vida das comunidades mais vulneráveis do nosso continente.

Entre as suas principais realizações, merece especial destaque a campanha “Somos Todos Iguais”, que se constituiu como uma plataforma estratégica de sensibilização, mobilização e advocacia, unindo diferentes actores em torno de uma causa comum, em que sobressaíram valores fundamentais, nomeadamente os da igualdade, inclusão, justiça social e do respeito pela dignidade da pessoa humana.

Essa campanha trouxe à luz a grande capacidade da OAFLAD para mobilizar consciências, fortalecer parcerias e impulsionar acções concretas em favor de uma África mais equitativa e inclusiva.

É neste contexto que se deve considerar que a construção de uma paz sustentável e de uma segurança efectiva em África requer a participação plena, inclusiva e significativa das mulheres em todas as fases dos processos de paz, por serem pilares fundamentais na prevenção, na resolução dos conflitos e no desenvolvimento do continente.

A este propósito, considero oportuno referir que mereceu um destaque muito especial, na recente Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, realizada em Luanda sob o lema “Um Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional”, a presença de mulheres, em que ficou patente o seu contributo activo à ideia da necessidade do reforço do diálogo, da tolerância, da compreensão mútua e da coexistência pacífica entre os povos, num contexto internacional marcado pelo recrudescimento de conflitos, de tensões geopolíticas e de crises humanitárias.

Naquela Cimeira, os participantes vindos de diferentes cantos do mundo reafirmaram o seu compromisso com a construção de uma cultura de paz baseada no multilateralismo, na solidariedade entre as nações e na procura de soluções pacíficas para os desafios que afectam a Humanidade.

Em Angola, levamos muito a sério as questões relacionadas com a estabilidade e a segurança em África e no mundo e, por esta razão, na nossa agenda nacional, assumem grande prioridade as iniciativas diplomáticas em prol da paz, de que pretendo realçar o 4.º Fórum Pan-africano para a Cultura de Paz e Não-Violência “Bienal de Luanda”, a ter lugar no próximo mês de Outubro, para o qual gostaríamos de poder contar com uma participação expressiva de mulheres africanas.

A vossa determinação e entrega às causas nobres tem-vos levado a conquistar uma presença cada vez mais expressiva nos diferentes domínios da vida pública e privada de África, contribuindo activamente para a transformação das comunidades, para o fortalecimento das sociedades e para o progresso das nações africanas.

As mulheres africanas são hoje um pilar essencial do desenvolvimento sustentável das famílias através da sua acção no sector agrário, como protagonistas na agricultura familiar, na produção alimentar e na garantia da segurança alimentar e nutricional das comunidades.

-Excelências Primeiras-Damas Africanas,

-Distintos Convidados,

Ao longo de gerações, as mulheres africanas foram-se impondo nas nossas sociedades como factores de equilíbrio no seio das famílias e das comunidades, de transmissão de valores culturais, éticos e morais e de princípios que orientaram destacadas figuras do nosso continente na condução dos destinos de África.

Adquiriram, por mérito próprio, o direito inalienável ao seu espaço de intervenção em todos os aspectos da vida social, política e económica das nossas nações e deve-se, por isso, prestar-lhes toda a atenção que merecem, para que possam pôr em evidência as suas valências, habilidades, capacidades intelectuais e técnicas e trabalhar sem constrangimentos em favor da construção de nações prósperas, resilientes e alinhadas com os objectivos do progresso e desenvolvimento.

É necessário que às mulheres do meio rural e agricultoras africanas, que representam uma parcela muito significativa da força de trabalho no nosso continente, se lhes proporcione maior acesso aos recursos produtivos, ao conhecimento e à capacitação, à inovação tecnológica, ao financiamento e às políticas eficazes de adaptação climática.

Investir na mulher é reconhecer o seu papel como agente de transformação, de resiliência das comunidades e como promotora da segurança alimentar e nutricional.

-Excelentíssimas Primeiras-Damas Africanas,

-Caras Participantes e Convidados,

Somente num ambiente de paz, de estabilidade e de cooperação, será possível criar as condições necessárias para que mulheres e homens, em plena igualdade, possam enfrentar os desafios globais da actualidade, entre os quais os das alterações climáticas.

A participação activa das mulheres nesse esforço é essencial para reforçar a resiliência das comunidades, promover um desenvolvimento sustentável e construir um futuro mais inclusivo, seguro e próspero para África, o que leva a República de Angola a posicionar-se a favor das causas defendidas pela OAFLAD, que tem um papel fundamental na promoção do bem-estar das mulheres e raparigas africanas.

Embora este evento tenha um propósito claramente definido, aproveitamos esta oportunidade para realçar a importância de os governos africanos também contarem com a OAFLAD como parceira na superação de outros desafios que afligem as nossas sociedades, particularmente na luta contra a pobreza, o analfabetismo, o abandono escolar e a gravidez precoce das meninas.

A República de Angola associa-se aos esforços colectivos de mobilização de recursos, integrando o conjunto das contribuições financeiras destinadas a apoiar a implementação das iniciativas e acções da Organização, no âmbito da Campanha “Construir a Resiliência das Mulheres e Raparigas face às Alterações Climáticas e aos Conflitos”.

Reafirmamos o nosso compromisso com o desiderato comum de promover a resiliência, a protecção e o empoderamento das mulheres e raparigas africanas.

Angola vai prestar uma contribuição financeira, num valor já comunicado à Presidência da Organização, destinada a apoiar a execução das iniciativas e actividades previstas no quadro da anunciada Campanha.

Reitero a nossa convicção de que, através de uma acção conjunta e solidária, será possível construírem-se comunidades mais resilientes, sociedades mais justas e um continente onde todas as mulheres e raparigas possam desenvolver integralmente o seu potencial e contribuir para o desenvolvimento sustentável de África.

Muito obrigado a todos!

Fonte: CIPRA

reinounido.mirex.gov.ao Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola Acreditado no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte

José Gonçalves Martins Patrício



Canais de Atendimento


Parceiros