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Governo 18-04-2026
EM LIBREVILLE

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Primeira-Dama da República reforça compromisso do país com a resiliência das mulheres africanas face às alterações climáticas**

A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, reafirmou o compromisso do país em apoiar activamente a campanha “Construir Resiliência para Mulheres e Meninas: Clima, Conflito e Futuros Sustentáveis”, lançada hoje, 17 de Abril, em Libreville, República do Gabão.

Durante a Cerimónia oficial de lançamento desta iniciativa da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), Ana Dias Lourenço, Vice-Presidente desta organização, considerou indispensável a capacitação das comunidades para resistirem e adaptarem-se as adversidades, especialmente aquelas afectadas pelas alterações climáticas, permitindo que todas as meninas tenham a oportunidade de construir o seu próprio futuro.

A Primeira-Dama reiterou ainda que a campanha surge como apelo à acção colectiva.

“Nenhum país, nenhuma instituição, nenhuma comunidade pode enfrentar estes desafios isoladamente. É necessário reforçar parcerias, promover a cooperação regional e internacional e mobilizar recursos para respostas integradas e sustentáveis”, sublinhou.

Na ocasião, a Primeira-Dama de Angola partilhou igualmente o impacto das alterações climáticas que assolaram Angola nos últimos dias, tendo deixado centenas de famílias desalojadas e registos de vítimas mortais, maioritariamente mulheres e crianças.

Fonte: CIPRA
Governo 18-04-2026
DISCURSO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA

-Sua Santidade Papa Leão XIV, Sumo Pontífice da Igreja Católica Romana,

-Distintos Membros da delegação do Vaticano,

-Caros Membros do Governo,

-Excelentíssimos Senhores Deputados da Assembleia Nacional,

-Distintos Membros da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe,

-Estimados Membros do Corpo Diplomático acreditado na República de Angola,

-Senhoras e Senhores das Organizações representativas da Sociedade Civil,
-Minhas Senhoras, Meus Senhores

Ao receber Vossa Santidade em Luanda, desejo-Vos, no meu nome próprio, no da minha família e no do povo angolano, as boas-vindas a Angola, país que O acolhe com alegria e entusiasmo.

Expressamos o nosso grande regozijo por estar entre nós nestes próximos dias, em que terá a oportunidade de constatar o grande carinho e simpatia de que goza por parte dos fiéis católicos, dos cristãos e dos angolanos em geral.

Neste acto em que estão presentes representantes dos vários sectores da vida nacional angolana, gostaria de Vos expressar o quão honrados nos sentimos por tê-Lo tão próximo de nós.

Esta visita, a terceira que um Sumo Pontífice realiza ao nosso país, é o reflexo das relações construtivas que a República de Angola e a Santa Sé mantêm há décadas e que sinalizam, hoje, mais um passo no reforço do diálogo e das bases sobre as quais assenta o grande papel social da Igreja Católica.

Importa recordar que o primeiro contacto oficial entre a Santa Sé e esta região de África remonta ao século XVII, quando o Príncipe António Manuel Nsako Ne Vunda, mais conhecido por “Negrita”, se deslocou de Mbanza Congo, então capital do Reino do Congo, até Roma, por incumbência do seu Rei, para encetar uma diligência diplomática junto da Santa Sé.

As relações diplomáticas entre a República de Angola e a Santa Sé foram formalizadas num contexto político nacional diferente daquele que levou à assinatura, aos 13 de Setembro de 2019, do Acordo-Quadro que estabeleceu os parâmetros jurídicos das relações entre a República de Angola e a Santa Sé.

Sua Santidade,
Minhas Senhoras, Meus Senhores,

Mesmo nas circunstâncias mais difíceis do passado, o diálogo entre as autoridades angolanas e as instituições religiosas católicas manteve-se sempre voltado para a construção de entendimentos que passaram também pelo intercâmbio de delegações ao mais alto nível, materializado pelas visitas de Chefes de Estado angolanos ao Vaticano em pelo menos três ocasiões.

Esta busca constante de diálogo e de interacção entre o Estado e a Igreja Católica ajudou o Governo angolano na formulação de políticas sociais, com a realização de investimentos nos sectores da saúde, da educação e ensino, da oferta de água, energia eléctrica, habitação, na criação de emprego e no combate à pobreza.

Esta é uma missão em que estamos profundamente empenhados e com a noção plena de que se trata de um desafio complexo e difícil, que requer tempo e recursos que não são tão abundantes quanto desejaríamos, para melhorarmos os índices de qualidade de vida dos angolanos.

Gostaríamos de poder contar com um envolvimento mais construtivo da Igreja Católica na condição de parceira social do Estado, para juntos trabalharmos no propósito de alcançar o progresso e o desenvolvimento económico e social do nosso país.

A ideia central da atenção aos pobres, plasmada na Exortação Apostólica
Dilexi Te de Vossa Santidade, em que considera, cito: “Deus tem um lugar especial no seu coração para aqueles que são discriminados e oprimidos” e “apela a escolhas radicais para ajudar os mais fracos”, tem uma ressonância muito especial entre nós, governantes, porque serve de guia na nossa acção quotidiana de luta contra as desigualdades, a indiferença e a exclusão social.

Sua Santidade,
Minhas Senhoras, Meus Senhores,
Excelências,

Estou seguro de que Vossa Santidade terá a oportunidade de observar mais de perto a profundidade da fé dos angolanos e de apreender de forma mais objectiva as iniciativas que o Estado angolano empreende para dignificar locais de culto e peregrinação, de que realço a Basílica da Nossa Senhora da Muxima, em fase de construção, onde os cristãos católicos poderão expressar em melhores condições a sua devoção a Deus.

Somos um Estado laico, onde cada cidadão pode expressar livremente a sua fé, fazendo opções pelas confissões religiosas com as quais mais se identifica, sem nenhuma restrição à sua liberdade de escolha.

O Catolicismo tem uma grande expressão, que se reflecte no grande número de crentes e na sua grande expansão pelo território nacional.

Temos em Angola uma grande diversidade de religiões, que convivem entre si pacificamente e trazem à evidência o carácter profundamente tolerante dos angolanos, tendo-se consolidado já a prática de todos os anos, em algumas datas históricas, se realizarem cultos ecuménicos, que são rotativamente dirigidos por líderes de diferentes confissões religiosas.

Sua Santidade
Minhas Senhoras, Meus Senhores,
Excelências,

A trajectória e a experiência da República de Angola ao longo das últimas cinco décadas constituem uma boa ilustração do facto de sermos uma Nação que consagra a resolução das crises pelo diálogo.

Trata-se de um forte marco identitário da nossa diplomacia, que tem moldado de maneira significativa a nossa política externa e que nos tem levado a desenvolver iniciativas diversas em prol da paz no nosso continente.

Olhamos para o mundo como um espaço de coexistência entre pessoas e nações de culturas e religiões diferentes e com a firme convicção de que, apesar desta diversidade, todos podem e devem conviver pacificamente.

Só em paz e em harmonia podemos todos desfrutar dos recursos que a
Natureza coloca ao nosso dispor.

Lamentavelmente, assistimos cada vez mais a uma corrida desenfreada às matérias-primas, aos recursos energéticos, aos recursos minerais e outros, tomados pela força das armas dos exércitos mais poderosos do mundo contra países soberanos.

O comércio internacional tem regras bem estabelecidas que, uma vez cumpridas, as empresas e os Estados, através de contratos e de acordos, podem ter acesso aos recursos que precisam para a satisfação das suas necessidades, sem que tenham de recorrer à guerra.

Vive-se um momento perigoso com os conflitos que se proliferam por todos os continentes.

O Médio Oriente, berço do Cristianismo, do Islão e do Judaísmo e de grandes civilizações, de quem a Humanidade tem muito que agradecer, devia ser uma zona de paz, de concórdia e de fraternidade.

Pelo contrário, constatamos com muita mágoa o sofrimento dos povos da Palestina, do Líbano e de todos os países do Golfo Pérsico, região produtora e exportadora de petróleo e gás para uma boa parte do mundo e com economias prósperas e em franco e acelerado crescimento, a ruir como consequência das guerras que lhes impuseram.

Apelamos ao fim definitivo da guerra, à abertura do Estreito de Ormuz pela via negocial e ao estabelecimento de uma paz duradoura na região.

Face à probabilidade de agravamento do conflito, que nos aproxima cada vez mais do abismo, o mundo apela a Vossa Santidade para que, do alto da Sua autoridade moral, continue a desempenhar um papel de construtor de pontes, de apaziguamento dos espíritos, de resgate dos valores humanistas, de busca da concórdia e do entendimento entre os Homens.

É urgente que todos os estadistas influentes e figuras públicas com reconhecida autoridade moral actuem conjuntamente para assegurar que, nas relações internacionais, a justiça e o diálogo prevaleçam sobre o uso da força.
Desejo a Vossa Santidade uma boa estadia em Angola e uma missão pastoral profícua e de grande sucesso.

Muito Obrigado.

Fonte: CIPRA
Governo 18-04-2026
DISCURSO DO PAPA LEÃO XIV

**Distintas autoridades, membros do Corpo Diplomático, senhoras e senhores.
Para mim, é motivo de grande alegria estar entre vós. Obrigado, senhor Presidente, pelo convite para visitar Angola e pelas palavras de boas-vindas. **

Venho até vós para encontrar o vosso povo, como um peregrino que procura os sinais da passagem de Deus por esta terra que ele ama.

Antes de prosseguir, gostaria de assegurar a minha oração pelas vítimas das fortes chuvas e inundações que atingiram a província de Benguela, bem como expressar a minha proximidade com as famílias que perderam suas casas.

Sei também que vós, angolanos, estais unidos em uma grande corrente de solidariedade em favor dos atingidos.

Desejo encontrar-vos na gratidão de paz e constatar que o vosso povo possui tesouros que não se vendem nem se roubam. Em particular, possuem uma alegria que nem mesmo as circunstâncias mais adversas conseguiram extinguir.

Essa alegria, que também conhece a dor, a indignação, as desilusões e as derrotas, resiste e reinará entre aqueles que mantiveram o coração e a mente livres do engano da riqueza.

Vós sabeis bem que demasiadas vezes se olhou e se olha às vossas terras para dar ou, mais frequentemente, para tirar algo. É necessário quebrar esta cadeia de interesses que reduz a realidade e a própria vida a uma mera mercadoria.

A África é para o mundo inteiro uma reserva de alegria e esperança que eu não hesitaria em definir como virtudes políticas, porque os seus jovens, os seus pobres, ainda sonham, ainda esperam, não se contentam com o que já existe, desejam reerguer-se, preparar-se para grandes responsabilidades, empenhar-se em primeira pessoa.

Como efeito, a sabedoria de um povo não se deixa esmorecer por nenhuma ideologia e, realmente, o desejo de infinito que habita o coração humano é um princípio de transformação social mais profundo do que qualquer programa político ou cultural.

Estou aqui, entre vós, ao serviço das melhores forças que animam as pessoas e as comunidades de que Angola é um mosaico muito colorido.
Desejo ouvir e encorajar aqueles que já escolheram o bem, a justiça, a paz, a tolerância e a reconciliação.

Ao mesmo tempo, com milhões de homens e mulheres de boa vontade que constituem a principal riqueza deste país, pretendo também invocar a conversão dos que, escolhendo caminhos opostos, impedem o seu desenvolvimento harmonioso e fraterno.

Caríssimos,
Referia-me às riquezas materiais nas quais, inclusivamente no vosso país, interesses prepotentes põem as mãos.

Quanto sofrimento, quantas mortes, quantas catástrofes sociais e ambientais acarreta esta lógica extractivista!

Em todas as partes do mundo, vemos como ela, no fundo, alimenta um modelo de desenvolvimento que discrimina e exclui, mas que ainda pretende impor-se como o único possível.

O Santo Papa Paulo VI, interpretando de forma penetrante as inquietudes do mundo juvenil, denunciava já há 60 anos o aspecto senil, totalmente anacrônico, de uma civilização comercial, hedonista, materialista, que ainda tenta passar por portadora do futuro.

E observava, contra esta ilusão, a reacção instintiva de numerosos jovens, apesar de seus excessos, expressam um valor real. Esta geração aguarda outra coisa.

Graças às sabedorias muito antigas que alimentam o vosso pensar e o vosso sentir, vós sois testemunhas de que a criação é a harmonia na riqueza da diversidade. Sempre que essa harmonia foi violada pela prepotência de alguns, o vosso povo sofreu.

Ele traz as cicatrizes tanto da exploração material como da pretensão de impor uma ideia sobre outras. A África tem uma necessidade urgente de superar situações e fenômenos de conflitualidade e inimizade.

Que dilaceram o tecido social e político de tantos países, fomentando a pobreza e a exclusão. Somente no encontro a vida floresce. No princípio está o diálogo.

Ele não exclui a divergência, que contudo pode tornar-se conflito.
O meu venerado predecessor, Papa Francisco, ofereceu-nos uma interpretação inolvidável. Perante o conflito, alguns limitam-se a olhá-lo e passam adiante como se nada fosse.

Lavam-se as mãos para poder continuar com a sua vida. Outros entram de tal maneira no conflito que ficam prisioneiros, perdem o horizonte, projectam nas instituições as suas próprias confusões e insatisfações. E assim a unidade torna-se impossível.

Mas há uma terceira forma, a mais adequada, de enfrentar o conflito. É aceitar suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo.

Felizes os pacificadores! Angola pode crescer muito se, em primeiro lugar, vocês que detendes a autoridade no país acreditarem na multiformidade da sua riqueza.

Não temeis as divergências, nem extingueis as visões dos jovens e os sonhos dos idosos. Sabei, sim, gerir conflitos, transformando-os em caminhos de renovação. Colocai o bem comum acima das partes, não confundindo nunca a vossa parte com o todo.

Então a História dar-vos-á razão, mesmo que, no imediato, alguns vos sejam hostis.

Referi-me à alegria e à esperança como características da vossa jovem sociedade. Normalmente consideram-se sentimentos pessoais, privados.

No entanto, eles são uma força intensa e expansiva que contraria toda a resignação e a tentação de se fechar.

Os déspotas e os tiranos do corpo e do espírito pretendem tornar as almas passivas e os ânimos tristes, propensos à inércia, dóceis e subjugados ao poder. Na tristeza, com efeito, ficamos à mercê dos nossos medos e fantasmas.

Refugiamos-nos no fanatismo, na submissão, no ruído mediático, na miragem do ouro, no mito identitário. O descontentamento, o sentimento de impotência e de desenraizamento separam-nos, em vez de nos colocarem em relação, difundindo um clima de estraneidade em relação aos assuntos públicos, desprezo perante a desgraça alheia e a negação de todo tipo de fraternidade.

Tal incongruência desagrega as relações fundamentais que cada um mantém consigo mesmo, como os outros e com a realidade.

Como também observou o Papa Francisco, a melhor maneira de dominar e avançar sem mentir é semear o desânimo e despertar uma desconfiança constante, mesmo disfarçada por detrás da defesa de alguns valores.

Usa-se hoje, em muitos países, o mecanismo político de exasperar, exacerbar e polarizar. Desta alienação, liberta-nos a verdadeira alegria, que, não por acaso, até reconhece ser um dom do Espírito Santo.

Como escreveu São Paulo, onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade. A alegria é, efectivamente, o que intensifica a vida e impulsiona para o campo aberto da socialidade.

Cada um se alegra fazendo frutificar as suas capacidades relacionais, percebendo que contribui para o bem comum e vendo-se reconhecido como pessoa única e digna, numa comunidade de encontros que se multiplica e amplia o Espírito.

A alegria sabe traçar trajectórias mesmo nas regiões mais sombrias de estagnação e angústia.

Caríssimos,
Examinemos, pois, o nosso coração, porque sem alegria não há renovação, sem interioridade não há libertação, sem encontro não há política, sem o outro não há justiça. Juntos, podeis fazer de Angola um projecto de esperança.

A Igreja Católica, cuja obra de serviço ao país sei o quanto estimais, deseja ser fermento na massa e promover o crescimento de um modelo justo de convivência, livre das escravidões impostas por elites com muito dinheiro e falsas alegrias.

Só juntos poderemos multiplicar os talentos deste povo maravilhoso, mesmo nas periferias urbanas e nas regiões rurais mais remotas, onde pulsa a sua vida e se prepara o seu futuro.

Eliminemos obstáculos ao desenvolvimento humano integral, lutando e esperando como aqueles que o mundo rejeitou, mas que Deus escolheu.

Foi assim, na verdade, que surgiu a nossa esperança. A pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular. Jesus Cristo, plenitude de homem e da História.

Que Deus abençoe Angola. Obrigado!

Fonte: CIPRA
Governo 18-04-2026
Executivo quer contar com envolvimento da Igreja Católica para o desenvoovimento do país

O Chefe de Estado, João Lourenço, afirmou, este sábado, em Luanda, que o Executivo gostaria de continuar a contar com o envolvimento construtivo da Igreja Católica, enquanto parceira social do Estado, para que juntos alcancem o progresso e o desenvolvimento económico do país.

A atenção aos mais pobres, destacada nas orientações de Vossa Santidade, constitui um guia importante para a acção governativa, sobretudo no combate às desigualdades, à indiferença e à exclusão social”, sublinhou o Chefe de Estado ao discursar no encontro, que o Papa Leão XIV manteve no Pavilão Protocolar da Presidència da República com as entidades, sociedade civil e corpo diplomático.

Segundo o Presidente da República, Angola é um Estado laico, onde cada cidadão pode expressar livremente a sua fé, sem restrições. Destacou que o catolicismo tem grande expressão no país, coexistindo com diversas religiões que convivem em harmonia, evidenciando o espírito de tolerância do povo angolano.

Acrescentou ainda que esta é uma prática consolidada a realização de cultos ecuménicos em datas históricas, conduzidos de forma rotativa por líderes de diferentes confissões religiosas.

A trajectória da República de Angola demonstra o nosso compromisso com a resolução pacífica dos conflitos através do diálogo. Este princípio constitui um elemento central da nossa política externa, levando o país a promover iniciativas de paz no continente africano”, ressaltou o Chefe de Estado.

Fonte: CIPRA

reinounido.mirex.gov.ao Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola Acreditado no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte

José Gonçalves Martins Patrício



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