Refinaria do Lobito representa investimento de elevado valor estratégico para Angola
A Refinaria do Lobito, ainda em construção, representa um investimento de dimensão histórica e um projecto estruturante de elevado valor estratégico para Angola e para o continente africano, afirmou o governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior.
A declaração foi feita nesta terça-feira, 13 de Janeiro, em Benguela, durante a visita de constatação do grau de execução das obras da Refinaria do Lobito, realizada pelo Presidente da República, João Lourenço.
Na ocasião, Manuel Nunes Júnior sustentou que a iniciativa materializa a visão do Presidente da República e a sua aposta firme na industrialização, diversificação da economia e soberania energética do país.
Manuel Nunes Júnior considerou que a refinaria é a expressão concreta de uma política clara e corajosa do Executivo, cuja conclusão colocará Angola num novo patamar de autonomia energética, reduzindo de forma decisiva a dependência externa de combustíveis e criando bases sólidas para um crescimento económico mais sustentável, inclusivo e duradouro.
Segundo o responsável, para Benguela e, em particular, para a cidade do Lobito, a refinaria representa uma transformação estrutural profunda, com impactos directos na criação de empregos, no aumento do rendimento das famílias, no dinamismo do tecido empresarial local e no reforço do contributo da província para o crescimento da economia nacional.
“O investimento honra Benguela e projecta Angola no contexto regional e internacional”, realçou o governante, sublinhando que a província alberga o Corredor do Lobito, uma das mais importantes plataformas logísticas do continente africano, que liga o Oceano Atlântico aos países do interior da África Austral e Central.
O governador disse ainda que a articulação entre a refinaria, o Porto do Lobito e o Caminho-de-Ferro de Benguela cria um poderoso eixo de desenvolvimento industrial, logístico e comercial, posicionando Angola como um verdadeiro hub energético e logístico regional.
Nesse contexto, realçou que, sob a liderança do Presidente da República, o Corredor do Lobito deixou de ser apenas uma infra-estrutura de transporte para se afirmar como um instrumento geoestratégico de integração regional, atracção de investimento internacional e projecção económica do país.
Referindo-se às potencialidades da província, o Manuel Nunes Júnior considerou a refinaria um investimento âncora e um catalisador do desenvolvimento integrado de Benguela, com impacto positivo na agro-indústria, no sector das pescas, nos serviços, na formação técnica e profissional da juventude e no estímulo ao empreendedorismo local.
“A juventude benguelense vê neste projecto um sinal concreto de esperança e de futuro, bem como a prova de que as políticas do Executivo estão a gerar oportunidades reais e duradouras”, afirmou.
O governante reafirmou a total disponibilidade do Governo local para continuar a trabalhar com dedicação, disciplina e espírito de missão, em estreita articulação com o Executivo central, com vista a garantir o sucesso deste investimento estratégico e a maximização dos seus benefícios para o povo angolano.
VALOR ESTRATÉGICO PARA O SECTOR ENERGÉTICO
Por sua vez, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, destacou a importância estratégica da visita de trabalho do Presidente da República à Refinaria do Lobito, considerando-a um sinal inequívoco da atenção e prioridade que o mais alto magistrado da nação confere aos grandes projectos estruturantes do país.
Na sua intervenção, o manifestou igualmente satisfação pelo acompanhamento próximo e empenho institucional do Governo local na concretização da refinaria, bem como salientou que o projecto terá impactos significativos não apenas a nível nacional, mas também no desenvolvimento económico e social da província.
Segundo o ministro, a Refinaria do Lobito se insere numa visão estratégica de médio e longo prazo para os sectores derivados do petróleo, orientada para o reforço da capacidade nacional de refinação, redução da dependência externa de combustíveis e para a criação de maior valor acrescentado dentro da economia angolana.
A visita, disse ainda Diamantino de Azevedo, foi um momento essencial de avaliação, orientação e projecção do futuro do projecto, permitindo alinhar as decisões políticas com a realidade técnica do projecto.
Durante a visita, o Presidente da República recebeu explicação detalhada sobre o ponto de situação da construção da Refinaria do Lobito, os principais desafios e as perspectivas futuras, além de ter percorrido as diversas áreas já existentes na refinaria.
Com um custo superior a seis mil milhões de dólares, a Refinaria do Lobito terá uma capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo por dia, prevendo-se a sua conclusão em 2029.