• DERIVADOS DE PETRÓLEO


    Refinaria do Lobito deverá iniciar produção em Dezembro de 2027

    A Refinaria do Lobito, localizada na província de Benguela, deverá iniciar a produção de derivados de petróleo em Dezembro de 2027, após a conclusão das unidades prioritárias e de um período de comissionamento e testes.
    O anuncio foi feito pelo director de Projecto da Refinaria, Guiomar Correia, esta terça-feira, 13 de Janeiro, em Benguela, durante a visita de constatação do grau de execução das infra-estruras, realizada pelo Presidente da República, João Lourenço.

    Segundo o responsável, foi definida uma estratégia que permitirá à refinaria entrar em operação faseada, começando pelas chamadas unidades prioritárias, consideradas o coração da refinaria, a serem concluídas em Julho de 2027.

    Após o término da construção, a refinaria passará por um período de comissionamento e testes com duração aproximada de cinco meses.
    No final desse processo, em Dezembro de 2027, disse o responsável, deverá arrancar a produção inicial, com um perfil de produtos ainda diferente do cenário de plena operação.

    Nesta fase, segundo Guiomar Correia, em vez de gasolina, será produzida nafta, que representará cerca de 23 por cento da produção, havendo igualmente uma menor quantidade de gasóleo e maior volume de fuel oil.
    Apesar disso, assegurou que a produção inicial terá impacto positivo na redução da importação de derivados, com destaque para o gasóleo.

    Numa fase posterior, já com a refinaria em operação, serão instaladas as unidades permanentes de maior valor acrescentado, nomeadamente o bloco de gasolina e o bloco de hidrocraqueamento, que permitirão converter a nafta em gasolina, aumentar a produção de gasóleo e reduzir significativamente o fuel oil.

    Relativamente ao investimento, o director de Projecto informou que o custo estimado para esta primeira etapa é de cerca de 3,8 mil milhões de dólares.
    Até ao momento, a Sonangol já investiu mais de 1,4 mil milhões de dólares em fundos próprios, incluindo aproximadamente 330 milhões de dólares destinados à aquisição de equipamentos de longo prazo de fabrico, assegurando o cumprimento dos prazos estabelecidos.

    Actualmente, o projecto apresenta um progresso físico de cerca de 23 por cento e um progresso financeiro de 20 por cento.

    De acordo com Guiomar Correia, o custo total previsto para a entrega e operação da Refinaria do Lobito até ao final de 2027 mantém-se estimado em 3,8 mil milhões de dólares, conforme a estratégia financeira definida para o projecto.

    Após receber as explicações sobre o projecto, o Chefe de Estado, acompanhado por auxiliares do poder executivo, percorreu a zona alta do empreendimento e constatou o progresso físico na zona baixa, onde decorre a instalação dos tanques de produtos intermédios, tanques de blending e tanques de petróleo bruto.

    A construção desta importante infra-estrutura na cidade portuária do Lobito já gerou cerca de 2.700 postos de trabalho, dos quais 80 por cento correspondem a mão-de-obra angolana, sendo mais de 1.200 trabalhadores residentes na província de Benguela.

    A Refinaria do Lobito é moderna, desenhada para processar 200 mil barris de petróleo bruto, crudes, meios leves, do tipo Cabinda, Nemba Dala.

    A sua construção faz parte de um projecto estratégico para reduzir a dependência do país de importação de combustíveis e aumentar o valor agregado da produção do petróleo bruto angolano.