Angola assinala avanços nas reformas da organização continental
Ao longo do seu exercício na presidência do Conselho Executivo da União Africana (UA), Angola pautou a sua actuação por uma abordagem pragmática, inclusiva e orientada para os resultados, e registou avanços significativos nas reformas estruturais da diplomacia africana.
A afirmação é do ministro das Relações Exteriores, Téte António, ao intervir na abertura dos trabalhos da 48.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da União Africana (UA), esta quarta-feira, 11 de Fevereiro, em Addis-Abeba, Etiópia.
De acordo com Téte António, os objectivos de Angola à frente do Conselho Executivo da União Africana (UA) foram alcançados com sucesso, “graças ao apoio e empenho de todos os Estados-Membros”.
O chefe da diplomacia angolana disse que o país está determinado a concluir, de forma responsável, os dossiês pendentes e lançar bases sólidas para as etapas subsequentes do trabalho colectivo.
No domínio das reformas estruturais da União Africana, Teté António disse que Angola registou concluiu a processo de escolha da liderança da organização, deu início a implementação do processo do SACA, uma iniciativa da organização africana para avaliar competências e auditar habilidades do pessoal da comissão da União Africana.
Dentro desta esfera, Teté António destacou ainda os esforços de revitalização dos métodos de trabalho dos órgãos da União, com vista a torná-los mais eficientes, previsíveis e alinhados com as ambições da Agenda 2063, conhecida por “A África que Queremos”.
No quadro do multilateralismo, Angola promoveu uma diplomacia activa e construtiva, e contribuiu para a realização de encontros ministeriais que criaram condições políticas para a TICAD 9, em Yokohama, no Japão, bem como para a 7.ª Cimeira União Africana–União Europeia, realizada em Luanda.
Estes momentos, disse Teté António, reforçaram a voz de África nos fóruns globais e consolidaram parcerias estratégicas baseadas no respeito mútuo e em interesses comuns.
No domínio da Paz e Segurança, Angola assegurou uma contribuição consistente e contínua, a nível técnico, diplomático e político, durante o seu mandato de dois anos no Conselho de Paz e Segurança da União Africana.
De acordo com o ministro das Relações Exteriores, este empenho traduziu-se, entre outros aspectos, no apoio à designação do Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, como Facilitador para a Região do Sahel, e do Presidente do Conselho de Ministros da República Togolesa, Faure Gnassingbé, como Mediador da União Africana no conflito entre a República Democrática do Congo e a República do Rwanda.
Durante a sua abordagem, Teté António reiterou que Angola apoia todas as iniciativas destinadas à promoção da paz, da estabilidade e da reconciliação no continente africano, nomeadamente na República Centro-Africana, Somália, Sudão e Sudão do Sul, entre outros focos de conflito.
Os trabalhos foram desenvolvidos em estreita articulação com os Estados-membros, a Comissão da União Africana, as Comunidades Económicas Regionais e os Mecanismos Regionais, bem como com parceiros internacionais e bilaterais, numa lógica de complementaridade, solidariedade e responsabilidade partilhada.
Durante os dois dias de trabalhos da 48.ª Sessão Ordinária, o Conselho Executivo vai debruçar-se sobre matérias centrais, como a análise dos relatórios da 51.ª Sessão Ordinária do Comité dos Representantes Permanentes e a participação da União Africana no G20.
A agenda contempla ainda uma reflexão sobre o posicionamento estratégico do continente nas instâncias de governação global e sobre a realização de eleições e nomeações de novos membros dos órgãos da União, visando assegurar lideranças competentes e representativas.