• ANGOLA - RDC Contratos vão viabilizar exploração do Caminho- de-Ferro de Benguela nos próximos anos


    **A assinatura dos contratos para a reabilitação, modernização e exploração da linha férrea na parte correspondente ao território da República Democrática do Congo vai viabilizar, nos próximos anos, a exploração, em toda a sua extensão, do Caminho-de-Ferro de Benguela, principal infra-estrutura do Corredor do Lobito.
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    A afirmação é do Chefe de Estado angolano, João Lourenço,feita esta quarta-feira, 26 de Agosto, em declarações à imprensa,, por ocasião da breve visita à capital da República Democrática do Congo, onde testemunhou a assinatura dos contratos de concessão para o desenvolvimento do Corredor do Lobito.

    João Lourenço recordou que se fala do Corredor do Lobito há cerca de dois anos, mas que o projecto permanecia condicionado à assinatura destes contratos.

    “O Corredor do Lobito é um grande projecto transnacional. Não é apenas angolano, nem congolês, mas é um projecto que é do interesse dos nossos países, mas também do continente, e que acaba por, igualmente, servir a economia mundial”, afirmou.

    A estada de João Lourenço em Kinshasa serviu igualmente para passar em revista o estado das relações de amizade e cooperação nos sectores petrolífero e energético, bem como no âmbito comercial, entre Angola e a República Democrática do Congo.

    De acordo com o Presidente da Republica, as matérias foram abordadas nos encontros técnico e ministerial entre os dois países, que permitiram avaliar diferentes áreas da cooperação bilateral.

    No domínio petrolífero, o Chefe de Estado afirmou que, mantendo-se o actual espírito de cooperação, Angola e a República Democrática do Congo poderão, dentro de três a quatro anos, iniciar a exploração conjunta de petróleo na Zona de Interesse Comum.

    “Todos os aspectos a negociar estão garantidos, estão salvaguardados”, assegurou João Lourenço, acrescentando que a gestão da exploração será, em princípio, conjunta e que os entendimentos necessários já foram alcançados.
    Para o início efectivo da exploração petrolífera, o Presidente da República disse que falta apenas os dois países começarem a criar as condições técnicas e financeiras necessárias.

    No quadro da nova dinâmica de cooperação entre Angola e a República Democrática do Congo, os dois países estão também a reforçar as trocas de bens e serviços, nomeadamente entre a empresa angolana Sonangol e empresas congolesas do mesmo ramo, que estão praticamente a concluir acordos para a compra e venda de produtos refinados como gasolina e diesel produzidos em Angola, destinados ao abastecimento da República Democrática do Congo.

    João Lourenço informou também que as autoridades dos dois países estão a incentivar o sector privado a formalizar contratos de aquisição de bens produzidos em Angola, com destaque para o peixe e o sal provenientes de Benguela e do Namibe, bem como outros produtos alimentares procurados pelos consumidores congoleses.

    Segundo o Chefe de Estado, estes produtos têm sido comercializados de forma informal, situação que não garante as condições necessárias de segurança e higiene para o consumidor final.

    “Estamos a inaugurar uma nova era nas relações entre os nossos dois países, e pensamos que isto é apenas o início. Portanto, o volume de cooperação económica e de trocas comerciais, com o andar do tempo, vai crescer bastante, vai-se avolumar em benefício de ambos os povos, em benefício de ambas as economias”, disse.