• Angola aborda na ONU avanços registados no domínio das águas


    O investimento em infra-estruturas resilientes e a promoção de abordagens integradas de água, energia e alimentação continuam prioridades estratégicas de Angola, assegurou o representante permanente junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz.

    O diplomata angolano proferiu as declarações durante a participação, quarta-feira, em Nova Iorque, na mesa-redonda sobre Políticas Hídricas, co-organizada pelo Instituto de Água, Ambiente e Saúde da Universidade das Nações Unidas e da Missão Permanente do Canadá junto das Nações Unidas.

    “A água não é apenas uma questão sectorial. É um alicerce para o desenvolvimento sustentável, para a estabilidade social e resiliência económica”, frisou o diplomata angolano, no encontro que incluiu o lançamento do Relatório Global sobre Falências no Sector Hídrico.

    Francisco da Cruz salientou que, em Angola, a segurança hídrica está intrinsecamente ligada à produção de alimentos, à geração de energia, à saúde pública e à adaptação às alterações climáticas.

    Reforçou que o Governo angolano integrou a água, o saneamento e a higiene nas suas iniciativas nacionais de desenvolvimento, em consonância com a Estratégia de Longo Prazo Angola 2050.

    Ao longo da sua intervenção, o representante permanente de Angola junto das Nações Unidas fez saber que a União Africana definiu como tema para 2026 “Garantir a disponibilidade sustentável de água e sistemas de saneamento seguros para alcançar os objectivos da Agenda 2063”, reflectindo um compromisso vital com a vida, o desenvolvimento e a resiliência climática.

    Neste contexto, o diplomata angolano reconheceu a importância da realização do evento, da próxima reunião preparatória de Dakar e do progresso e das ambições do processo das Conferências das Nações Unidas sobre a Água de 2026 e 2028.

    Francisco da Cruz sublinhou que essas plataformas servem para alinhar prioridades, identificar caminhos concretos para o envolvimento e garantir que os compromissos são acompanhados por meios de implementação adequados, incluindo financiamento, capacitação e transferência de tecnologia.

    O diplomata angolano manifestou o desejo de Angola de contribuir construtivamente para os preparativos da Conferência das Nações Unidas sobre a Água de 2026 e para o avanço da acção colectiva de apoio ao ODS 6. De acordo com estudo apresentado no encontro, o mundo está a esgotar rapidamente as suas “reservas naturais de água”, sendo que mais de metade dos grandes lagos do mundo diminuíram desde o início da década de 1990, enquanto cerca de 35 por cento dos pântanos naturais foram perdidos desde 1970.